Foto ilustrativa. Crédito: Pen-ash/Unsplash
Governo quer reunir dinheiro e equipes para enfrentar o El Niño em 2026 e 2027;
a seca já atinge mais de 78 mil famílias
A Bolívia vai enfrentar, nos próximos meses, falta de chuva em algumas regiões e chuva demais em outras, e o governo decidiu agir antes. O presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência nacional em 31 de outubro para liberar recursos e coordenar a resposta ao El Niño, fenômeno climático que muda o regime de chuvas e a temperatura em várias partes do mundo.
Um alerta para dois problemas
O presidente disse que o país poderá viver uma combinação de eventos extremos, com seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras. Segundo ele, será um fenômeno de impacto muito forte. Paz pediu que as administrações públicas e os cidadãos trabalhem juntos para reduzir os danos.
Na mensagem à população, ele explicou que a decisão foi tomada antes de os efeitos mais graves chegarem, para reunir recursos financeiros e humanos com apoio da cooperação internacional. Segundo notícias veiculadas pela imprensa, a medida permite mobilizar dinheiro e equipes e coordenar o trabalho das instituições do país com ajuda de fora.
O que o decreto cobre
O decreto vale para o período de 2026 a 2027 e inclui os riscos ligados ao El Niño: secas, enchentes, geadas, tempestades de granizo, incêndios florestais e cheias de rios. A ideia é facilitar a resposta conjunta dos diferentes níveis de governo e reforçar o apoio às comunidades mais vulneráveis.
A seca já é realidade
Segundo o Vice-Ministério da Defesa Civil, pelo menos 78.200 famílias foram afetadas pela seca em sete dos nove departamentos do país: La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba, Chuquisaca, Tarija e Santa Cruz. A situação preocupa nas regiões com falta de água. Ao todo, 63 municípios declararam estado de seca, e outros se preparam para possíveis enchentes.
O que se espera do El Niño
O El Niño é um fenômeno natural ligado ao aquecimento das águas do Pacífico perto da linha do Equador. Na Bolívia, pode causar tanto seca quanto chuvas fortes, com efeitos para a população, a agricultura e a pecuária.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o fenômeno chegue ao pico em dezembro e continue pelo menos até fevereiro de 2027, com intensidade que pode estar entre as maiores desde 1950.

